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Dúvidas sobre inscrição, equipes e avaliação.

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O concurso

Como surgiu o Solar Decathlon?

O Solar Decathlon é uma competição universitária internacional criada em 2002 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE). Inspirada na filosofia do decatlo dos antigos Jogos Olímpicos gregos, a iniciativa recebeu esse nome porque desafia equipes de estudantes a demonstrarem excelência em 10 provas integradas — do grego "deka" (dez) e "athlon" (competição).

Em suas edições iniciais, o desafio exigia que as equipes projetassem, construíssem e operassem protótipos em escala real de habitações autossuficientes e de alta eficiência, alimentadas exclusivamente por energia solar. Devido ao seu impacto pedagógico e inovador, o concurso expandiu-se internacionalmente, passando a ser realizado em diversas partes do mundo, como Europa, China, Emirados Árabes Unidos, América Latina e Caribe.

A partir de 2014, a competição introduziu a modalidade Design Challenge (concurso de projetos). Esse novo formato direcionou o foco para o desenvolvimento de projetos conceituais de alto desempenho e modelagens técnicas de edificações de energia zero, sem a necessidade de construção física do protótipo, o que permitiu diversificar as tipologias estudadas e ampliar a participação de universidades. Desde então, essa modalidade expandiu-se também para a Índia e a África.

O que é o Solar Decathlon Brasil 2027?

O Solar Decathlon Brasil 2027 - Design Challenge | América Latina e Caribe é a edição regional da maior competição universitária do mundo voltada à inovação em edificações de energia zero. Criada em 2002 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), a iniciativa é realizada pela primeira vez com sede no Brasil.

O que significa o formato Design Challenge?

Diferente das edições tradicionais focadas na construção física de protótipos, o formato Design Challenge (introduzido em 2014) é centrado no desenvolvimento de projetos conceituais de alto desempenho, simulações termoenergéticas e modelagem técnica, sem a necessidade de execução da obra física.

Quem organiza e financia a competição no Brasil?

Esta é uma iniciativa do Ministério de Minas e Energia (MME) a partir de projeto aprovado no âmbito do Plano Anual de Aplicação de Recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que conta com o apoio da ENBPar. E resulta do Memorando de Entendimento estabelecido entre o MME e o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE), que criou o concurso em 2002, para adoção da metodologia no País. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) foi contratado para atuar como entidade executora da iniciativa.

Quem são os coordenadores deste concurso?

A execução geral e a gestão institucional do concurso estão a cargo do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), sob a liderança executiva da Eng.ª Clarice Degani.

A equipe organizacional é composta por especialistas e professores doutores de destaque com histórico de participação em edições internacionais do Solar Decathlon:

  • Direção do Concurso: George Alves Soares (ex-coordenador de Eficiência Energética do MME e fundador da Rede Latinoamericana de Eficiência Energética) e Roberto Lamberts (professor titular da UFSC, supervisor do LabEEE e conselheiro do CBCS).
  • Gerência Técnica: Arq.ª Maria Andrea Triana (pesquisadora do LabEEE/UFSC e coordenadora da equipe MINGA, campeã do Solar Decathlon América Latina 2019) e Arq.ª Joára Cronemberger (professora da FAU/UnB e ex-integrante do SD 2007 e SD Europe 2010).
  • Coordenação de Equipes: Arq.ª Luiza Barrio Peixoto (Ares Sustentabilidade / UFMG) e Arq.ª Thalita Maciel (LabEEE/UFSC).
  • Coordenação de Júri: Arq. José Ripper Kós (professor da UFSC e coordenador das equipes brasileiras no SD 2012 e 2019) e Arq.ª Maíra Oliveira Pires (docente da URI e pesquisadora do grupo LIfE).

Ver a biografia completa e a trajetória acadêmica de cada organizador →

O Brasil já participou de edições anteriores do Solar Decathlon?

Sim, com relevante histórico de destaque:

  • Solar Decathlon Europe (Espanha, 2012): Projeto Ekó House, desenvolvido pela UFSC e USP, obtendo o 3º lugar na prova de sustentabilidade.
  • Solar Decathlon América Latina e Caribe (Colômbia, 2019): Projeto Casa Minga, parceria entre a UFSC, IFSC e a Pontificia Universidad Javeriana de Cali, que conquistou o 1º lugar geral do Solar Decathlon América Latina e Caribe.

O Brasil na competição →

Participação e equipes

Quem pode participar do Solar Decathlon Brasil 2027?

A competição destina-se a equipes multidisciplinares compostas por estudantes universitários de arquitetura e urbanismo, engenharias, ciências ambientais, comunicação e áreas afins, sob orientação acadêmica de seus professores.

Podem participar estudantes de universidades e escolas técnicas de ensino superior do Brasil e da América Latina, além de instituições de outros países. As equipes podem representar uma única universidade ou reunir até três instituições de ensino, inclusive de diferentes países.

Alunos de universidades estrangeiras podem competir?P-19

Sim. A competição é aberta a instituições do Brasil e do exterior, com foco na América Latina e Caribe. As equipes podem ser formadas por uma única universidade ou por parcerias de até três instituições (inclusive equipes mistas internacionais).

Estudantes de outras regiões do mundo também podem participar, desde que integrem equipes com pelo menos uma instituição do Brasil ou de outro país latino-americano.

Quais são os benefícios de participar?

Participar do Solar Decathlon vai muito além da competição, proporcionando uma experiência transformadora com diversos ganhos práticos e institucionais:

Capacitação técnica de alto nível: Ao longo do concurso, todas as equipes inscritas têm acesso a módulos de formação técnica e seminários online ministrados por especialistas em temas essenciais para o futuro da construção civil, como edificações de energia zero (NZEB), simulações termoenergéticas, rotinas da etiquetagem PBE Edifica/ENCE e Avaliação do Ciclo de Vida (ACV).

Ganhos institucionais e visibilidade: O concurso funciona como uma vitrine internacional para o talento dos estudantes e para a produção científica das universidades. Promove uma aproximação direta entre o meio acadêmico, especialistas, a indústria da construção e potenciais empregadores do setor de sustentabilidade.

Networking e intercâmbio: Cria uma oportunidade única de cooperação e troca de conhecimento entre estudantes e professores de diferentes regiões do Brasil e de outros países.

Evento final: Ao fim do desafio, um evento final presencial reunirá as equipes finalistas, e nele serão anunciados os vencedores por tipologia.

Como montar uma equipe?
  • Multidisciplinaridade: Incentiva-se a formação de equipes compostas por estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas do conhecimento (como Arquitetura, Engenharias, Comunicação, Finanças e áreas afins).
  • Orientação acadêmica: É obrigatória a participação e orientação de professores das instituições de ensino.
  • Composição de universidades: A equipe pode ser formada por alunos de uma única universidade ou pela união de até 3 instituições de ensino superior / escolas técnicas.
  • Intercâmbio internacional: São permitidas equipes mistas entre instituições do Brasil e do exterior (com foco na América Latina e Caribe).
  • Dimensionamento da equipe: Cada equipe deve ter no mínimo 5 e no máximo 15 estudantes e, ao menos, 1 professor orientador.

Como formar uma equipe →

Quais documentos e entregáveis são necessários?C-01

A inscrição e a submissão do projeto são feitas diretamente na plataforma on-line dedicada ao concurso. Ao longo do processo, são exigidos:

  • Comprovação acadêmica: identificação e comprovação de vínculo institucional de todos os estudantes e professores orientadores.
  • Apoio institucional: comprovação de respaldo das instituições de ensino à equipe.
  • Etapa Inicial: entrega preliminar do projeto.
  • Etapa Semifinal: entrega intermediária do projeto.
  • Etapa Final: entrega da versão final do projeto.

Todos os requisitos sobre as entregas constam no documento "Regulamento do Concurso".

Fazer o pré-cadastro →

A competição oferece capacitação para os alunos?

Sim. Durante a etapa de desenvolvimento do projeto, os participantes recebem treinamento por meio de webinars e cursos on-line sobre física das edificações, rotinas de simulação, etiquetagem PBE Edifica, Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), entre outros temas.

Trilhas de aprendizagem →

Quais os benefícios para as universidades participantes?

Além de proporcionar o intercâmbio com instituições nacionais e internacionais, o Solar Decathlon funciona como um motor pedagógico multidisciplinar, permitindo atualizar currículos e aproximar a teoria acadêmica da prática profissional, numa verdadeira experiência que integra ensino, pesquisa e extensão universitária.

O projeto

Quais são as tipologias de edificação disponíveis para projeto?

Os participantes deverão escolher uma entre três tipologias relevantes para o contexto socioambiental da América Latina:

  • Edificação residencial multifamiliar (RES): foco em habitação social e moradia digna.
  • Edificação escolar pública (EDU): foco em ambientes de aprendizado de alta qualidade.
  • Edifício público de atendimento à comunidade (EDP): foco em infraestrutura institucional de atendimento aos cidadãos.

Todas as propostas devem ser projetadas sob os conceitos NZEB (Near Zero Energy Building, energia quase zero) ou EEP (Edificações de Energia Positiva), enquadrando-se nas metodologias da etiquetagem brasileira PBE Edifica / ENCE.

Tipologias →

O que são edificações NZEB e EEP?
  • Edificação de energia quase zero (NZEB): edificação energeticamente eficiente cuja geração de energia renovável produzida nos limites da edificação ou do lote em que a edificação está inserida supre 50% ou mais de sua demanda anual de energia.
  • Edificação de energia positiva (EEP): edificação energeticamente eficiente cuja geração de energia renovável produzida nos limites da edificação ou do lote em que a edificação está inserida é superior à sua demanda anual de energia.
Qual a relação do concurso com a Etiqueta Brasileira (PBE Edifica / ENCE)?

O concurso está alinhado aos instrumentos nacionais de eficiência energética, utilizando a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (PBE Edifica / ENCE), preparando os futuros profissionais para a exigência de classificação do nível "A" em edifícios públicos prevista a partir de 2027 no Brasil.

Apoio

Como as empresas e a indústria da construção podem apoiar o projeto?C-11

O CBCS convida as empresas e instituições envolvidas na construção de um futuro mais sustentável do ambiente construído para expandir o alcance da competição. Entre as oportunidades de apoio estão o apoio financeiro às equipes e a mentoria técnica.

Como apoiar a competição →

Datas

Quais são as datas principais do concurso?P-14
  • 29 de outubro de 2026: Lançamento oficial da competição e abertura do pré-cadastro. Transmissão ao vivo do evento em youtube.com/MME.
  • 26 de março de 2027: Encerramento das inscrições (prazo até 23:59, horário de Brasília, UTC−3; 02:59 UTC de 27 de março).
  • Abril a setembro de 2027: Período de capacitação on-line e desenvolvimento dos projetos.
  • Outubro de 2027: Evento final presencial, com a defesa dos projetos finalistas para o júri e o anúncio dos vencedores por tipologia.

Cronograma →

Qual fuso horário vale para os prazos? Moro em outro país.P-21

Todos os prazos e horários seguem o horário de Brasília (UTC−3, sem horário de verão). O encerramento das inscrições é às 23:59 de Brasília do dia 26 de março de 2027, que equivale a 02:59 UTC de 27 de março. Confira a diferença para o seu fuso com antecedência e, se possível, envie a inscrição antes do último dia.